Candidato a vice-governador na chapa de Sérgio Moro (PL), o empresário cascavelense Edson José de Vasconcelos (PL) foi o entrevistado do podcast do jornal O Paraná, na série de entrevistas com os candidatos a governador e vice do Paraná nas eleições de 4 de outubro, nesta quinta-feira (1º). Vasconcelos, com passagens marcantes pela presidência da ACIC e da Fiep, entre outras entidades, apresentou, durante a entrevista, propostas para diferentes áreas da administração estadual. Ao tratar da formação de um eventual governo, defendeu uma estrutura mais enxuta, com redução do número de secretarias e dos cargos comissionados.
Vasconcelos afirmou que as atuais 24 secretarias podem ser reduzidas para menos de 20 e citou como o novo governo pretende trabalhar com o orçamento previsto para 2027, de aproximadamente R$ 85 bilhões. Para ele, o desafio será ampliar a eficiência da gestão e melhorar a aplicação dos recursos públicos.
Ao falar sobre Sérgio Moro, disse que o candidato ao governo é inteligente e tem perfil de diálogo, diferentemente do que “alguns pensam e falam por aí”. Segundo Vasconcelos, a proposta é formar uma equipe técnica para conduzir a administração estadual.
Defendeu e citou ações que, no entendimento dele, podem melhorar o atendimento da Copel e o fornecimento de energia. Sobre o pedágio, afirmou que as tarifas estão acima dos valores inicialmente apresentados, que o tema precisa ser rediscutido e apresentou meios que, segundo ele, podem possibilitar a redução das tarifas em algumas praças. Na saúde, destacou a necessidade de reduzir filas e agilizar o atendimento, citando experiências de São Paulo e anunciando que o governo Moro poderá “importar” o modelo paulista.
Vasconcelos também mencionou que poderá ocupar, caso Moro vença a eleição, a Secretaria de Infraestrutura e Logística, e que pretende dar uma boa atenção, estando próximo, também, da pasta da Indústria e Comércio. Defendeu ainda a continuidade de programas do atual governo que, segundo ele, apresentam resultados positivos, além da revisão de contratos e convênios, sem a paralisação de obras, salvo em situações consideradas graves. Em eventuais casos, diante das circunstâncias, haverá o entendimento da população.
No cenário nacional, declarou acreditar na vitória de Flávio Bolsonaro e fez críticas à possibilidade de um novo mandato de Lula. Também afirmou que empresários brasileiros estariam transferindo negócios para outros países, citando o Paraguai entre os destinos, e enfatizou que mais quatro anos “desse governo de esquerda, o país afunda de vez”.
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